domingo, 10 de julho de 2011

Culpa inconsciente

Quando começamos a ver que tudo aqui é um sonho, pensamos: êpa, vou, então, sonhar aquilo que quiser? Ganhar mais dinheiro, conhecer a pessoa certa, trabalhar menos, ter um corpo esbelto e saudável...
Há inúmeros filmes e livros de auto-ajuda que apontam caminhos assim (pensar diferente, fazer afirmações positivas, etc). Esta lógica tem certo sentido, mas ignora a culpa inconsciente que guardamos na mente
Quando "pensamos" ter-nos separado de Deus, sentimos culpa por tê-Lo "traído". Claro que isso é impossível. Não podemos trair nossa Natureza Primordial. Porém, somos livres pra escolher uma percepção falsa, acreditando que somos um "eu" separado ao invés de uma Mente Una. Aí sentimos culpa pelo "pecado" de trair Deus. Cremos, de fato, que tenhamos usurpado o Seu lugar. 
Pra evitarmos o castigo Dele (crença absurda, pois Ele só ama), nos punimos dentro de um pesadelo. É como se pensássemos: enquanto eu mesmo me punir, Deus não o fará Ele Mesmo! Mas Ele não nos priva de nada. Nós escolhemos a privação quando decidimos nos ver como corpo ao invés de mente.
A culpa inconsciente aparece nos nossos relaciomentos, no modo como acusamos e julgamos. De repente, nossa ira vem à tona e, como um déspota, exigimos castigo. Não percebemos que essa forma de "justiça", baseada no sacrifício como pena, é o passaporte pro nosso próprio sacrifício. Enquanto houver idéia de pecado, continuamos acreditando que podemos atacar Deus e, assim, merecemos alguma espécie de castigo. 
Por isso, a Justiça do Céu é olhar com inocência pra todos. Só assim as idéias de sacrifício, pecado, culpa cedem ao sentimento de Amor, maior dádiva que podemos receber. 

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